O Ferrari 250 MM foi o resultado das experiências feitas com o 250 S e surgiu no Salão de Genebra em Março de 1953, embora quer o chassis quer o motor que o equipava tivessem sido já apresentados ao público no Salão de Paris em Outubro de 1952.
O 250S (#0156ET), que na forma de um coupé Vignale venceu as Mil Milhas de 1952, estava equipado com um motor de quase três litros de cilindrada (2953,21cc), dando início a um dos mais gloriosos capítulos da história da Ferrari, o mítico número 250, resultado da cilindrada unitária destes doze cilindros. Uma prova heróica de Giovanni Bracco que, sob chuva torrencial, bateu os Mercedes-Benz 300SL oficiais,
Entretanto, este modelo foi substituído por outro dotado de uma caixa de quatro velocidades e de um eixo traseiro reforçado, transformando-se, desta forma, no Tipo 250MM, (sendo que as iniciais MM foram adoptadas, tal como já havia acontecido antes, devido à vitória de Bracco na maratona italiana do ano anterior). O motor de 12 cilindros que equipa o 250 MM é de origem Colombo, e tem uma potência aproximada de 240CV às 7200rpm.
O Ferrari 250MM foi construído em trinta e dois exemplares, 17 deles tinham carroçarias fechadas Pininfarina e 14 em versão aberta e uma fechada, estes da autoria da dupla Alfredo Vignale/Giovanni Michelotti, que com este modelo renovaram totalmente a sua linha estilística.
Fiel à sua tradição, Vignale personaliza cada 250 MM com pormenores estilísticos diferentes, desde os modelos com faróis carenados com plástico ou encastrados com maior ou menor profundidade na carroçaria, detalhes que individualizam cada automóvel. A versão fechada Pininfarina segue uma linha estilística menos exuberante que a Vignale, mais sóbria e rígida, mas igualmente eficaz do ponto de vista estético.
O 250 MM iniciou a sua carreira desportiva com o sucesso de “Pagnibon” no Rali Soleil-Cannes (usando uma versão fechada Pininfarina), que se estendeu a nível internacional com inúmeras vitórias, sobretudo por clientes da marca.


Nº de chassis construídos (1953): Total de 32

                                                      Pininfarina (Berlinetta): 17, entre #0236MM e #0356MM
                                                      Vignale (Spider): 14, entre #0230MM e #0390MM
                                                      Vignale (Coupé): 1, #0334MM




Principais características técnicas:

Motor:

V12 a 60º (frente, longitudinal)
Cilindrada: 2953,21 cc (73x58,8mm)
Cilindrada unitária: 246,10 cc
Taxa de Compressão: 9:1
Potência máxima: 240 CV às 7200 rpm
Distribuição: Duas válvulas por cilindro, árvores de cames simples
Alimentação: Três carburadores Weber 36IF 4/C
Ignição: Duas bobines com dois distribuidores

Transmissão:

Caixa de quatro velocidades + marcha atrás em bloco com o motor. Diferencial convencional. Tracção às rodas traseiras

Châssis:

Monobloco com tubos de aço de secção elíptica
Suspensão frontal: Rodas independentes, quadriláteros deformáveis, molas de folhas transversais e amortecedores hidráulicos.
Suspensão traseira: Eixo rígido, molas de folhas semi-elípticas longitudinal e amortecedores hidráulicos.
Travões: Tambor com comando hidráulico
Reservatório de combustível de 150 litros

Carroçaria:

Berlinetta ou Spider de dois lugares. Em aço.

Pneus:

Frente: 5.50 - 16
Trás: 6.00 - 16

Dimensões:

Distância entre eixos: 2400 mm
Peso: 850 Kg

Prestações:

Velocidade máxima: 250 Km/h


(Dados baseados em documentos oficiais)


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#0288MM



Este 250MM estreou-se em competições a 26 de Abril de 1953 nas Mil Milhas com a equipa formada por Mike Hawthorn e Azelio Cappi que, inscritos oficialmente, não terminaram a prova devido a problemas com os travões do Ferrari.
O #0288MM foi entregue pela fábrica a 8 de Junho de 1953, tendo Vasco Sameiro chegado de Itália no mesmo camião de transporte do modelo idêntico de Casimiro de Oliveira, sendo co-proprietário deste automóvel, Júlio Anahory de Quental Calheiros, Conde da Covilhã. Estes dois Ferrari foram entregues no próprio Circuito da Boavista. Vasco Sameiro sofreu um acidente durante o III Grande Prémio de Portugal (1953), o que fez com que o Ferrari ficasse maltratado, bem como o próprio piloto. Vasco Sameiro ficou em convalescença das mazelas fisicas provocadas por este acidente durante cerca de dois meses, mas o 250MM foi reparado nas oficinas da Palma, Morgado & Comp. Lda., em Lisboa a tempo de participar no I Circuito Internacional de Lisboa. Por interferência do Conde da Covilhã, co-proprietário deste automóvel, ficou decidido que seria o Conde de Monte Real o piloto designado para alinhar no Circuito de Monsanto. Aqui este Ferrari correu sem qualquer pintura na carroçaria. Em 1954, este Ferrari foi vendido ao piloto brasileiro Francisco Marques, que com ele competiu em duas provas em Portugal. Este 250MM estava equipado com duas saídas de ar ovais de cada lado dos flancos frontais e duas saídas triangulares nos flancos traseiros. (Série II)


1953


IV Circuito Internacional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
20/21 de Junho
Vasco Sameiro (nº2)
Treinos: 11º (3.21,99)
Corrida: Não terminou (Acidente) / (54 Voltas / 3.00.36,35 / 132,879 Km/h)
Melhor volta do piloto: 54ª (3.08,91 / 141,153 Km/h)

(Foto: Arquivo ACP)


I Circuito Internacional de Lisboa
Grande Prémio do Jubileo do ACP
25/26 de Julho
Conde de Monte Real (nº22)
Corrida: 5º 
(Foto: Coleção Manuel Taboada)




1954


XIII Grande Prémio do Rio de Janeiro
Circuito da Gávea
3 de Janeiro
Vasco Sameiro (nº19)
Corrida: Não terminou (Acidente)
(Foto: Colecção Napoleão Ribeiro)




VII Grande Prémio Cidade de S. Paulo
Circuito de Interlagos
10 de Janeiro
Vasco Sameiro (nº19)
Corrida: Não terminou (Avaria mecânica)



II Circuito Cidade de Salvador
São Salvador da Bahia
25 de Janeiro
Vasco Sameiro (nº19)
Corrida: 2º



V Circuito Internacional do Porto
I Grande Prémio do Porto
26/27 de Junho
Francisco Marques (nº12)
Treinos: 13º
Corrida: 7º (37 Voltas / 2.15.56,07 / 120,97 Km/h)
Melhor volta do piloto: 35ª / 3.21,63 / 132,25 Km/h
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)



II Circuito Internacional de Lisboa
IV Grande Prémio de Portugal
24/25 de Julho
Francisco Marques (nº3)
Corrida: 10º
(Colecção José Francisco Correia)


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#0326MM


Para esta temporada, Fernando Mascarenhas adquiriu igualmente um 250MM, vendendo o 225S (#0200ED), que tinha utilizado na temporada anterior, a Joaquim Filipe Nogueira.
Mascarenhas usou este Ferrari durante 1953 e 1954, tendo no final deste ano vendido o 250MM a António Borges Barreto, que o utilizou durante todo o ano de 1955 (nesta altura o 250MM foi pintado de branco). Mais tarde, após a morte de Borges Barreto, este 250MM seria adquirido por Nuno da Salvação Barreto, para em 1976 ser comprado por Duarte Pinto Coelho, sendo que nesta altura este Ferrari estava pintado de vermelho e com a parte traseira da carroçaria alterada. Posteriormente foi vendido ao italiano de Turim, Veniero Molari.
Este 250MM tinha três saídas de ar (não ovais) de cada lado dos flancos frontais e saídas de ar triangulares nos flancos traseiros. Tinha posto de pilotagem à direita. Matrícula: IB-19-60. (Série III)


1953


III Grande Prémio de Portugal 
IV Circuito Internacional do Porto
20/21 de Junho
Fernando Mascarenhas (nº4)
Treinos: 8º (3.19,39)
Corrida: 4º (56 Voltas / 3.13.56,07 / 128,329 Km/h)
Melhor volta do piloto: 51ª / 3.05,89 / 143,446 Km/h
(Foto: Arquivo ACP)




I Circuito Internacional de Lisboa
Grande Prémio do Jubileo do ACP
25/26 de Julho
Fernando Mascarenhas (nº19)
Corrida: Não terminou (Acidente)
(Fotos: Coleção Manuel Taboada / Minisquadra)



I Grande Prémio Supercortemaggiore
Merano
5/6 de Setembro
Fernando Mascarenhas (nº66)
Treinos: 17º
Corrida: Não terminou
(Foto: Colecção José Francisco Correia)



V Volta a Portugal
28 de Novembro a 1 de Dezembro
Fernando Mascarenhas / Manuel Palma (nº7)
Terminaram a prova no 2º lugar, no entanto os resultados não foram homologados


1954



XIII Grande Prémio do Rio de Janeiro
Circuito da Gávea
3 de Janeiro
Fernando Mascarenhas
Corrida: 4º
(Foto: Colecção Jorge Salgado)



VII Grande Prémio Cidade de S. Paulo
Circuito de Interlagos
10 de Janeiro
Fernando Mascarenhas (nº20)
Corrida: 4º

III Rali de Aveiro
18 de Maio
Fernando Mascarenhas/Manuel Palma (Nº37)
1º do grupo I/Categoria B (+ 2000cc)
3º da geral



Circuito de Tânger
6 de Junho
Fernando Mascarenhas 
Corrida: 2º


V Circuito Internacional do Porto
I Grande Prémio do Porto
26/27 de Junho
Fernando Mascarenhas (nº20)
Treinos: 10º
Corrida: 4º (41 Voltas / 2.15.55,05 / 134,06 Km/h)
Melhor volta do piloto: 20ª / 3.12.37 / 138,61
(Foto: Colecção Manuel Taboada)

II Circuito Internacional de Lisboa
IV Grande Prémio de Portugal
24/25 de Julho
Fernando Mascarenhas (nº12)
Corrida: Não terminou
(Foto: Coleção Manuel Taboada)



1955

Rampa da Penha
27 de Março
António Borges Barreto 
2º Classificado (4' 08,13'')


VI Circuito Internacional do Porto
V Grande Prémio de Portugal
25/26 de Junho
António Borges Barreto (nº22)
Treinos: 13º (3.15,06)
Corrida: 7º (51 Voltas / 2.46.23,82 / 136,21 Km/h)
Melhor volta do piloto: 24ª / 3.11,67 / 139,12 Km/h
(Foto: Arquivo ACP)

III Circuito Internacional de Lisboa
Circuito de Monsanto
23/24 de Julho
António Borges Barreto (nº20)
Corrida: 10º
(Foto: Colecção Manuel Taboada)


V Circuito de Vila do Conde
11 de Setembro
António Borges Barreto (Nº19)
Não alinhou na Corrida
(partiu o diferencial durante os treinos)


VII Volta a Portugal
Dezembro
António Borges Barreto/Augusto Cabeça Ramos (nº13)
Não terminou
(Foto: O Volante/Colecção Manuel Taboada)



1956



Prova de Arranques do 100 à Hora
11 de Março
Fernando Mascarenhas

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#0332MM


José Arroyo Nogueira Pinto adquiriu o 250 MM para a época de 1953, um automóvel que representava para os pilotos privados a escolha óbvia no catálogo da Ferrari dessa época.
O transporte do 250MM de Nogueira Pinto até Portugal (Para a disputa do III Grande Prémio de Portugal), não foi tarefa fácil, segundo um mecânico da equipa de Nogueira Pinto: "Há quinze dias que ando num estado de nervosismo...e ainda tenho nervos para outros quinze! Calcule que eu e o Sr. Engº Vasconcelos fomos buscar o carro a Itália, numa «roulotte». Bem bastavam as andanças por que andámos, pois ainda ficámos retidos 30 horas na alfândega francesa." (Jornal O Volante, 28 de Junho 1953) Este 250MM foi adquirido por Joaquim Filipe Nogueira em finais de 1954, que com ele disputou provas em Espanha, Portugal e o Circuito de Tânger (1955), para além de ter ganho o Campeonato de Arranques do Clube 100 à Hora no mesmo ano. Foi vendido, em meados de 1955, a Leonel Castelo Branco Castro, que com ele disputou o Circuito de Vila do Conde, onde conquistou o 3º lugar final.
Na primeira prova disputada (III Grande Prémio de Portugal) correu com o registo MM332, para na corrida seguinte (Grande Prémio do Jubileo do ACP) ter a matrícula NR-13-86. Estava equipado com três saídas de ar ovais nos flancos frontais, saídas triangulares nos flancos traseiros, e posto de pilotagem à direita. (Série III)


1953


IV Circuito Internacional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
20/21 de Junho
José Arroyo Nogueira Pinto (nº5)
Treinos: 3º (3.13,76)
Corrida: 1º ( 60 Voltas / 3.13.55,57 / 137,501)
Melhor volta do piloto: 24ª / 3.05,20 / 143,981 Km/h
(Foto: Colecção Manuel Taboada)


I Circuito Internacional de Lisboa
Grande Prémio do Jubileo do ACP
25/26 de Julho
José Arroyo Nogueira Pinto (nº20)
3º Corrida
(Foto: Colecção Manuel Taboada)


Slalom de Leça da Palmeira
16 de Agosto
José Arroyo Nogueira Pinto (nº1)
1º Classificado


I Grande Prémio Supercortemaggiore
Merano
6 de Setembro
José Arroyo Nogueira Pinto (nº64)
14º Treinos
3º Corrida
(Foto: Colecção José Francisco Correia)


1954



XIII Grande Prémio do Rio de Janeiro
Circuito da Gávea
3 de Janeiro
José Arroyo Nogueira Pinto (nº21)
Corrida: Não terminou



VII Grande Prémio Cidade de S. Paulo
Circuito de Interlagos
10 de Janeiro
José Arroyo Nogueira Pinto (nº21)
Corrida: Não terminou


Circuito de Tânger
6 de Junho
José Arroyo Nogueira Pinto
Treinos: 1º
Corrida: 1º (45 Voltas / 55'.54'',02 / 105,781 Km/h)


V Circuito Internacional do Porto
I Grande Prémio do Porto
26/27 de Junho
José Arroyo Nogueira Pinto (nº19)
Treinos: 5º
Corrida: Não terminou (Acidente) / ( 34 Voltas )
Melhor volta do piloto: 10ª / 3.04,91 / 144,21 Km/h
(Foto: Colecção Augusto Roxo)


II Circuito Internacional de Lisboa
IV Grande Prémio de Portugal
24/25 de Julho
José Arroyo Nogueira Pinto (nº10)
Corrida: Não terminou
(Foto: Coleção Manuel Taboada)




Grande Prémio Penya-Rhin
Circuito de Pedralbès/Barcelona
23 de Outubro
José Arroyo Nogueira Pinto (nº30)
Treinos: 11º
Corrida: 5º (39 Voltas / 1h 44' 5'',1)
(Foto: Col. Joan Albert Larrosa)


1955



Rampa da Penha
27 de Março
Joaquim Filipe Nogueira (Nº23)
1º Classificado (4' 01,64'' / 74,49 Km/h / tempo record do traçado)
(Foto: Colecção José Filipe Nogueira)


Critério do Clube "100 à Hora"
500 metros lançados

(Disputados na avenida entre as rotundas
de Moscavide e da Encarnação)
3 de Abril
Joaquim Filipe Nogueira
Vencedor absoluto
(Foto: Colecção José Filipe Nogueira)



Quilómetro de Arranque
Lisboa

(Avenida Infante D. Henrique)
24 de Abril
Joaquim Filipe Nogueira (nº24)
Vencedor absoluto (26,73'' / 134,68 Km/h)


Prova de Perícia
Lisboa

(Avenida Infante D. Henrique)
24 de Abril
Joaquim Filipe Nogueira (nº24)

Vencedor absoluto (42,90'')



Grande Prémio de Montjuich
30 de Abril
Joaquim Filipe Nogueira (nº63)
Treinos: 3º
Não alinhou na corrida
(Foto: Colecção José Filipe Nogueira)



Grande Prémio de Tânger
29 de Maio
Joaquim Filipe Nogueira (nº3)
Corrida: 2º
(Foto com anotações do próprio piloto. Colecção José Filipe Nogueira)



VI Circuito Internacional do Porto
V Grande Prémio de Portugal
25/26 de Junho
Joaquim Filipe Nogueira (nº15)
Treinos: 9º (3.06,59)
Corrida: Não terminou (Avaria mecânica) / (19 voltas)
Melhor volta do piloto: 3ª / 3.06,93 / 142,65 Km/h
(Foto: Arq. ACP)



III Circuito Internacional de Lisboa
Circuito de Monsanto
23/24 de Julho
Joaquim Filipe Nogueira (nº19)
Corrida: 5º
(Foto: Colecção Manuel Taboada)



Rampa da Pena
21 de Agosto
Leonel Castelo Branco
6º da geral e 2º do Terceiro Grupo (2' 22'',90)



V Circuito de Vila do Conde
10/11 de Setembro
Leonel Castelo Branco Castro (nº22)
Treinos: 4º
Corrida: 3º (24' 35,16'' / 106,35 Km/h)


1956


Prova de Arranques do 100 à Hora
11 de Março
Leonel Castelo Branco
1º da Classe

Troféu Turístico Clube Shell
7 e 8 de Abril
Leonel Castelo Branco (nº88)


III Grande Prémio Nacional Espanha Barajas
22 de Abril
Leonel Castelo Branco (nº82)
Corrida: 14º
- Do lado esquerdo da foto -
(Foto gentilmente cedida por Pedro Branco)



Rali Lisboa-Madrid
11 a 13 de Maio
Leonel Castelo Branco (nº46)
(Foto: Colecção Manuel Taboada)



VII Rali Automóvel de S. Pedro de Moel
26 de Agosto
Leonel Castelo Branco (nº52)
1º da Classe



VI Rali à Praia da Rocha
1 e 2 de Setembro
Leonel Castelo Branco
2º da Classe



Concurso de elegância do Estoril
16 de Outubro
Leonel Castelo Branco
(Vencedor da Taça "Electro-Bombarda", atribuída ao melhor automóvel a concurso com transformação feita em Portugal)
(Foto: Jornal O Volante)


#0330MM


Tanto este 250MM como o de Vasco Sameiro (#0288MM) chegaram ao Circuito da Boavista no mesmo camião de transporte, iniciando a sua actividade desportiva no III Grande Prémio de Portugal de 1953.
Casimiro pensou em disputar uma corrida internacional antes da participação no Grande Prémio de Portugal, tendo escolhido o Grande Prémio do Mónaco para o efeito (marcado para 25 de Maio), algo que não se chegou a confirmar pois nesse ano não se realizou a tradicional prova monegasca. Desta forma, a corrida do Porto foi a 1ª que o piloto disputou com o seu novo Ferrari.
Como já referimos em artigo publicado neste site (ano de 1953), Casimiro de Oliveira esteve em Itália em Abril desse ano, onde, para além de ter experimentado o monolugar 500F2 de Alberto Ascari, ensaiou e fechou negócio para a compra deste 250MM. Em Portugal, a manutenção do novo Ferrari 250MM de Casimiro de Oliveira era feita por Jeremias Acácio Leite e tinha o registo inicial: MM-0-330, para posteriormente ter a matrícula MR-13-84. Em 1954, este Ferrari foi vendido a Alfonso de Portago como #0390MM em finais de 1953, que o utilizou a 24 de Janeiro de 1954, nos 1000 Km de Buenos Aires, em equipa com Harry Schell (2ºs da geral). Estava equipado com três saídas de ar ovais nos flancos frontais, duas saídas de ar triangulares nos flancos traseiros e posto de pilotagem à direita. (Série III)



1953


IV Circuito Internacional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
20/21 de Junho
Casimiro de Oliveira (nº3)
Treinos: 2º (3.11,66)
Corrida: 2º ( 59 Voltas / 3.15.38,44 / 134,025)
Melhor volta do piloto: 23ª / 3.04,84 / 144,261 Km/h
(Foto: Coleção Manuel Taboada)


I Circuito Internacional de Lisboa
Grande Prémio do Jubileo do ACP
25/26 de Julho
Casimiro de Oliveira (nº18)
Corrida: Não terminou
(Foto: Colecção Manuel Taboada)



Grande Prémio de Senigallia
8/9 de Agosto
Casimiro de Oliveira (Nº6)
Corrida: 5º



12 Horas de Pescara
14/15 de Agosto
Casimiro de Oliveira (nº26)
Treinos: 9º
Corrida: Não terminou


I Grande Prémio Supercortemaggiore
Merano
5/6 de Setembro
Casimiro de Oliveira (nº6)
Treinos: 6º
Corrida: 13º


Coppa D'Oro di Sicilia
17/18 de Outubro
Casimiro de Oliveira (nº32)
Corrida: 1º (Distância: 99 Km / Média de 143,848 Km/h)
(Foto: Colecção António Borges Sampayo)


#0274MM



O Ferrari que o piloto brasileiro Mário Valentim usou em Portugal durante o ano de 1954, foi acabado de construir a 26 de Fevereiro de 1953, e vendido ao piloto de Florença Piero Scotti a 10 de Março do mesmo ano. O piloto italiano era particularmente alto, o que fez com que este 250MM estivesse equipado com o posto de pilotagem ligeiramente mais recuado em relação ao assento do passageiro. A sua primeira prova com este 250MM foram as Mil Milhas de 1953 (com o nº636), o que fez com que fosse equipado com um maior reservatório de combustível de 150 litros, para ter que reabastecer uma única vez, em Roma.
Durante 1953, Scotti usou-o em diversas competições em Itália, para em 1954 o vender a Porfirio Rubirosa, que pouco tempo depois (ainda em 1954) o vendeu ao piloto brasileiro Francisco Landi, que com ele correu em Senigallia (4º lugar). Foi nesta altura, que Mário Valentim o utilizou para correr em Portugal.
Este 250MM tinha posto de pilotagem à direita e estava equipado com duas saídas de ar ovais nos flancos frontais e saídas de ar triangulares nos flancos traseiros. (Série II)



1954



V Circuito Internacional do Porto
I Grande Prémio do Porto
26/27 de Junho
Mário Valentim (nº11)
Treinos: 9º
Corrida: 5º



II Circuito Internacional de Lisboa
IV Grande Prémio de Portugal
24/25 de Julho
Mário Valentim (nº1)
Corrida: 11º
(Foto: Coleção Manuel Taboada)



#0276MM



Este 250MM foi adquirido inicialmente por Franco Cornachia (Scuderia Guastalla) e era um Berlinetta Pininfarina (carroçaria fechada), sendo utilizado em diversas corridas por Cornachia e por Luigi Piotti, que o comprou a 17 de Julho de 1953. Por esta altura, este 250MM recebeu uma carroçaria do tipo Spyder feita por Alberto Morelli. Continuou a sua carreira desportiva, sendo utilizado por Piotti e também por Clemente Biondetti, que conseguiu com este Ferrari um 4º lugar nas Mil Milhas de 1954 (2 de Maio). 


1954


II Circuito Internacional de Lisboa
IV Grande Prémio de Portugal

24/25 de Julho
Clemente Biondetti (Nº8)
Corrida: 7º
(Foto: Arquivo ACP)




#0296MM





Pietro Palmieri adquiriu o seu 250MM a 5 de Maio de 1953, e logo a 14 de Maio participou na Targa Florio, prova em que desistiu. Logo a seguir, participou no Grande Prémio de Portugal.


1953


IV Circuito Internacional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
20/21 de Junho
Pietro Palmieri (nº18)
Treinos: 4º (3.14,84)
Corrida: Não terminou (Avaria mecânica) / (7 Voltas / 0.26.41,32 / 116,564 Km/h)
Melhor volta do piloto: 5ª / 3.31,59 / 126,023 Km/h
(Foto: Arquivo ACP)